quarta-feira, 25 de abril de 2012

TEXTO PARA DISCUSSÃO


A geração digital não sabe navegar
Estudos recentes sugerem que os jovens não sabem pesquisar na internet. Como as escolas podem ajudá-los a explorar essa fonte de informação
Bruno Ferrari
No início dos anos 1990, uma coleção de enciclopédias tinha o mesmo valor educacional que um microcomputador tem hoje em dia – eram ótimas ferramentas de pesquisa para os estudantes. Para quem tem menos de 20 anos, pode parecer incompreensível. Como uma coleção de livros de capa dura, grandes, pesados e difíceis de manusear, pode ser tão eficaz quanto os programas de busca da internet, que nos colocam a dois cliques de qualquer resposta? A geração que nasceu depois do surgimento da internet tem a sua disposição o maior volume de informação da história. Mas novos estudos sugerem que a intimidade dos jovens com o mundo digital não garante que eles sejam capazes de encontrar o que precisam na internet.
Uma pesquisa da Universidade de Charleston, nos Estados Unidos, mostra que a geração digital não sabe pesquisar. Acostumados com a comodidade oferecida por mecanismos de busca como o Google, eles confiam demais na informação fácil oferecida por esses serviços. O estudo mostrou que os estudantes usam sempre os primeiros resultados que aparecem após uma busca, sem se importar com sua procedência. No estudo, os pesquisadores pediram a um grupo de universitários que respondesse a algumas perguntas com a ajuda da internet. Mas fizeram uma pegadinha: fontes de informação que não apareceriam no topo da lista de respostas do Google foram apresentadas propositalmente como primeira opção. Os estudantes nem notaram a troca: usaram as primeiras respostas acriticamente. Outro estudo, realizado pela Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, pedia que 102 adolescentes que estavam se formando no ensino médio buscassem termos diversos em sites de pesquisa on-line. Todos trouxeram os resultados, mas nenhum soube informar quais eram os sites usados para obter as respostas: se veio da internet, já estava bom.
A conclusão dos cientistas é que os estudantes de hoje confiam demais nas máquinas. Em princípio, esse comportamento faz sentido, porque os sistemas de buscas oferecem conteúdos cada vez mais relevantes. Mas gera um efeito colateral preocupante: a perda da capacidade crítica. “Precisamos ensinar os alunos a avaliar a credibilidade das fontes on-line antes de confiar nelas cegamente”, diz Bing Pan, pesquisador da Universidade de Charleston. “As escolas deveriam ajudar os estudantes a julgar melhor as informações.”
O cenário descrito pela pesquisa não é exclusivo dos estudantes americanos. O paulistano Leonardo Castro, de 15 anos, estudante do 1º ano do ensino médio da escola Arquidiocesano, em São Paulo, diz que usa a internet para fazer 80% de seus trabalhos escolares. A fórmula se repete a cada trabalho: ele acessa o Google, insere o tema da pesquisa, consulta dois ou três sites que tratam da mesma coisa e redige seu texto. “Dou preferência aos resultados que estão na primeira página”, afirma. Ele tem algumas fontes que considera mais confiáveis, como o site Brasil Escola. Conta que os professores incentivam o uso da internet nas pesquisas e alguns sugerem sites específicos que os alunos deveriam visitar. Mas Leonardo só se preocupa com as fontes de informação na hora de relacionar as referências usadas na pesquisa – algo diferente de olhar criticamente a informação antes de usá-la no trabalho.
A vestibulanda Clarice Araújo, de 18 anos, estuda no Imaculada Conceição, colégio tradicional de Belo Horizonte. Desde o 5º ano do ensino fundamental, ela usa a internet como principal ferramenta para ajudar nas lições. Os buscadores também se tornaram aliados em sua preparação para o vestibular e para a última prova do Enem. Clarice acertou 90% das questões, uma boa marca para quem pretende cursar medicina na Universidade Federal de Minas Gerais. Segundo ela, a maioria dos professores do colégio incentiva o uso da internet e sugere os melhores sites para pesquisar. “Já tomei um puxão de orelha por ter me baseado em apenas um site”, diz Clarice. “Sei que deveria verificar a origem das informações, mas, na maioria das vezes, uso só o bom-senso.” Os professores contam que a maioria dos estudantes não faz nem isso. Eles simplesmente copiam (com algumas palavras trocadas) informações que aparecem nas primeiras respostas do Google. É uma maneira muito limitada de usar a rica fonte de informações que é a internet. O caminho para evitar isso é o mesmo que se requer em qualquer outra disciplina: orientação e acompanhamento.
“O professor pode indicar alguns sites mais confiáveis para a pesquisa na hora de pedir um trabalho”, diz Adilson Garcia, diretor da escola Vértice, de São Paulo. Só isso, porém, pode não ser suficiente para formar alunos capazes de pesquisar de maneira crítica, criativa e independente. Primeiro, é preciso lhes mostrar como funcionam os mecanismos de busca. Eles devem entender que critérios esses serviços usam para hierarquizar suas respostas. Sabendo como os buscadores operam, podem restringir as buscas e obter resultados mais precisos. Em segundo lugar, os estudantes têm de aprender a verificar a procedência da informação, analisando em que tipo de site ela está publicada e se é confiável. O Google não escolhe suas respostas com base na veracidade ou qualidade do conteúdo. Por fim, os estudantes devem ser incentivados a confrontar a mesma informação em diferentes sites, para perceber como a orientação de cada um pode resultar em abordagens diferentes. “É preciso transformar os alunos em críticos da informação”, afirma a professora Maria Elisabeth Almeida, coordenadora do programa de pós-graduação em educação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. “Esse não é um desafio apenas das escolas do Brasil. É um problema mundial.”
(In: Revista Época, 11 nov. 2011)

domingo, 20 de novembro de 2011

Comunicação - sugestão de link interessante

A página indicada a seguir apresenta, de maneira simples e concisa, dicas para a comunicação no mundo do trabalho:






Aproveite para ler o texto Estilos de comunicação (menu à esquerda da tela), e tente avaliar-se identificando seu estilo predominante.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

TEXTO PARA DISCUSSÃO

O último desafio dos e-books

Até o lançamento do leitor digital Kindle, em 2007, a tarefa de substituir o livro de papel parecia destinada ao fracasso. Nos últimos anos, porém, o crescimento da venda de livros digitais tem surpreendido especialistas a ponto de ameaçar o reinado dos livros tradicionais. Na trajetória de sucesso dos e-books, o mês de abril representou um marco. Pela primeira vez, as vendas de livros digitais superaram as vendas de livros em formato brochura nos Estados Unidos.

Ao todo, os livros digitais renderam US$ 164 milhões a livrarias on-line como a Amazon, fabricante do Kindle. Além da brochura, os e-books também ficaram à frente dos livros de bolso e de capa dura, tornando-se o formato mais popular no país. Entre os motivos para o resultado, o relatório da Association of American Publishers cita o maior número de títulos e a popularização de leitores digitais como o Kindle, o iPad e o Nook. Os números positivos, aliados à queda de 25% nas vendas de livros de papel, sugerem um futuro em que as estantes nas casas e livrarias se tornarão obsoletas.

Para substituir completamente os livros de papel, porém, os e-books ainda precisam desbravar prateleiras intocadas pela febre digital: as de bibliotecas. Na última semana, atendendo a demandas de usuários, a Amazon anunciou uma parceria com 11 mil bibliotecas americanas para permitir empréstimos de livros digitais. A Amazon não dá detalhes sobre o funcionamento do sistema, mas afirma que ele deverá começar a funcionar ainda neste ano. A iniciativa é uma resposta ao Lendle, um site não oficial que permite aos usuários trocar livros digitais entre si por 14 dias. Em março, a Amazon bloqueou o serviço por “não aumentar as vendas de produtos e serviços”. Após protestos, os empréstimos foram restabelecidos.

O breve entrevero entre a Amazon e o Lendle mostra o desafio da nova etapa de popularização dos e-books. Pela primeira vez, a proliferação do livro digital pode ir de encontro aos interesses das livrarias on-line e editoras. Até agora, as vantagens oferecidas pela Amazon – conexão 3G para usuários do Kindle, download de amostras de livros e aplicativos gratuitos para várias plataformas – tinham o objetivo de aumentar as vendas de e-books, rumo à liderança.

No caso da parceria com as bibliotecas, o benefício comercial não é tão claro. Algumas editoras já impõem barreiras contratuais para empréstimos de seus livros. A Harper-Collins anunciou que seus e-books podem ser emprestados no máximo 26 vezes; depois disso, a biblioteca teria de comprar um novo exemplar. No mundo analógico, seria o equivalente a obrigar a biblioteca a descartar um livro e comprar outro após um certo número de empréstimos. Se distorções como essa não forem superadas, a biblioteca digital talvez nunca saia do papel.

VENTICINQUE, Danilo. Revista Época, n. 676, 2 maio 2011, p. 139.

Quase láEmbora sejam um sucesso, os e-books ainda não cumprem todas a funções de um livro de papel

VANTAGENS

DESVANTAGENS

Portabilidade

É possível ler o mesmo livro em vários lugares diferentes (no computador de casa, no trabalho, no celular) sem carregá-lo debaixo do braço

O fim da dedicatória

Para desespero dos fãs, é impossível autografar um e-book. Há aplicativos para contornar o problema, mas sem o valor das assinaturas físicas.

Anotações à vontade

É possível fazer anotações nos e-books sem pudores ou medo de deixar marcas. A versão mais recente do Kindle permite compartilhar as notas na internet.

Sem consulta

Até agora, não é possível pegar livros emprestados em bibliotecas nem acessar grandes acervos de livros ainda não digitalizados.

Preço

Além de custar menos que as edições de papel (de 15% a 20% em média), os livros e revistas digitais podem ser importados sem taxas ou frete.

Invendáveis

Se você não aguenta mais ver um e-book em sua estante digital, a única opção é deletá-lo. Não há como vendê-lo ou passá-lo para a frente.

terça-feira, 17 de maio de 2011

O que é uma RESENHA?

Para início de conversa, entre no seguinte site para obter informações básicas sobre o que é uma resenha:
PLANO GLOBAL DE UMA RESENHA ACADÊMICA
1. A seguir, veja os exemplos de resenhas citados no quadro abaixo, faça uma leitura rápida delas, buscando informações que o auxiliem a completar o quadro.
Obra resenhada
Autor da obra
Contextualização da obra
Tema da obra
Nome do resenhista
Área de conhecimento da obra
Obras citadas na resenha
Veículo em que a resenha foi publicada
2. Leia o artigo “Marco civil e a proteção da privacidade" e faça a resenha dele. Para tanto, use as resenhas lidas como modelos.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Como escrever na internet

Escrever na internet nem sempre se revela uma tarefa fácil. Muitas vezes, as pessoas cometem alguns deslizes na comunicação via e-mail, em posts em blogs, em chats.

Por isso, o link abaixo pode ser muito útil, pois apresenta um guia da chamada Netiqueta, isto é, um guia de comportamento para se expressar no meio virtual:

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

DICAS PARA DEFESA DE TRABALHOS

O texto a seguir, embora tenha como público-alvo estudantes de pós-graduação, traz algumas dicas úteis para quem deve apresentar trabalhos de conclusão (de curso ou de módulo) a uma banca examinadora. Confira.
Postura diante da banca
Celia Ribeiro

Concluído o preparo para defender a dissertação de mestrado ou a tese de doutorado perante a banca examinadora, os candidatos enfrentam dúvidas sobre o traje e a postura durante a apresentação. A escolha da roupa depende da faixa etária e do estilo. Há homens que comparecem de gravata e terno completo ou blazer. Este será em estampa príncipe de Gales ou tecido preto liso com botões dourados e calça lisa cinza. Uma calça jeans clássica é elegante também e descontrai o visual para a ocasião.
Hoje o que se observa mais são os candidatos se apresentarem sem paletó, de camisa social branca, em suaves tonalidades de azul, amarelo, rosa ou verde. Nesses casos, um cinto de qualidade será complemento indispensável. Importante para quem está de terno é calçar sapato escuro de cadarço. Mocassim fica para o candidato vestido de modo mais descontraído, sem esquecer que a meia será sempre escura como o sapato ou na cor da calça. Tênis não. De chegada, causa boa impressão o visual correto de um homem, com ou sem gravata, corte de cabelo impecável ou preso sobre a nuca se for longo.
A mulher, diante da banca, sabe que pode estar tanto de saia como de terninho, optando por uma cor de esmalte de unhas sem os modismos que desviam a atenção do seu rosto e do que está dizendo, como causam as bijuterias vistosas. Grandes decotes só debaixo de boleros.
Ficar com a mão no bolso ao apontar para o telão ou deixar as duas nos bolsos ao falar e ouvir uma pergunta do examinador é gafe numa situação formal como esta. Gesticular normalmente, sem abrir muito os braços, nem balançar o corpo, é a postura certa. O olhar estará dirigido ao telão e à banca examinadora para estabelecer a comunicação. Como os membros da banca passam algum tempo olhando a versão impressa da dissertação, o candidato olhar de vez em quando para a plateia ajuda a não parecer ignorado e conquistar a simpatia do público.
Zero Hora, 21 nov. 2010, p. 21. (Caderno Donna)

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Qualidades valorizadas pelo mercado de trabalho

O QUE ELES PROCURAM

Recrutadores enumeram características comportamentais dos candidatos mais valorizados atualmente pelas empresas em processos de seleção

Há qualidades que sempre serão essenciais para profissionais de qualquer área de atuação, como responsabilidade, comprometimento, pontualidade e organização. Porém, o mercado mais dinâmico e competitivo, passou a classificar como fundamentais aptidões que antes ficavam em segundo plano. Características como capacidade de trabalhar em grupo, facilidade de comunicação e empreendedorismo são mais valorizadas.

Segundo Irene Azevedo, consultora sênior da DBM Consultoria, as solicitações variam de uma empresa para outra. Em geral, diz a especialista, hoje são muito procurados funcionários com habilidade para aprendizagem contínua e autoconhecimento:

- A pessoa que tem consciência das suas competências e dificuldades saberá direcionar melhor a carreira e será mais útil para a organização.

Segundo Lourdes Lovison, gerente de projetos da Advis Consultoria, passado o período em que se exigiam profissionais especializados, hoje valoriza-se a polivalência, a visão sistêmica e a humildade para aprender. Dependendo da função, uma competência terá mais peso que outra.

- Para um profissional da área comercial, o nível de pró-atividade terá de ser mais alto que o do projetista de hardware/software, mas ambos precisam ter foco em resultado no mesmo nível. O grau de concentração do projetista provavelmente deverá ser maior que o do executivo comercial, mas ambos deverão ter igual grau de criatividade – exemplifica Lourdes.

Nem sempre é possível reunir todas as habilidades desejadas. Por isso, alerta a psicóloga Roberta Lopes do Nascimento, consultora organizacional e de carreira e diretora executiva da empresa Núcleo Médico Psicológico, a autodisciplina e a vontade de aprender são fundamentais:

- Sempre se pode aperfeiçoar certas características. Mas eu sempre aconselho que se faça um processo de coaching, porque é muito difícil conseguir um resultado sozinho.

O perfil desejado

Qualidades profissionais essenciais por área:

Técnica: Comprometimento, inovação, cumprimento dos prazos.

Operacional: Disciplina, atenção, dinamismo.

Gerencial: Trabalho em grupo, senso de urgência, dinamismo.

TI: Detalhismo, criatividade, foco em resultados.

Comercial: Comunicação, negociação, relacionamento interpessoal.

Humanas: Afetividade, relacionamento interpessoal, assistência.

Financeira: Organização, cumprimento de prazos, atenção.


Competências necessárias para profissionais de todas as áreas:

Comprometimento, prontidão para mudança, pró-atividade, bom relacionamento interpessoal, capacidade de trabalhar em grupo, capacidade de comunicação, organização, postura auto-orientada, persistência, liderança, entusiasmo, otimismo.

EM ALTA

Trabalho em grupo, boa comunicação, resiliência (capacidade superação), foco em resultados, inteligência emocional e cognitiva, pensamento flexível, empreendedorismo, poder de adaptação, visão geral da empresa, capacidade de aprendizado.

EM BAIXA

Padrões rígidos, falta de sociabilidade, desatualização, inflexibilidade, não valorizar qualidade de vida, workaholics.

(VARGAS, Maria Amélia. Zero Hora, 7 nov. 2010, p. 2 – Empregos e Oportunidades)